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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Japão registra 10.000 mortes por Covid em apenas um mês

O número total de óbitos desde o início da pandemia passou de 60.000

Covid-19 no Japão
O total de mortes por Covid-19 no Japão passou de 60.000 no domingo (8), informou o jornal Asahi, citando dados das autoridades de saúde do país.

No início de dezembro, esse número era de aproximadamente 50.000. Isso significa que, em apenas um mês, foram relatados 10.000 óbitos, com recorde diário de 463 em 7 de janeiro.

A maioria das mortes envolveu idosos, principalmente com mais de 80 anos de idade.

A primeira morte por Covid-19 no Japão foi registrada em 13 de fevereiro de 2020.

Demorou cerca de 14 meses para o número de mortos em todo o país chegar a 10.000. Depois disso, levou 10 meses para chegar a 20.000, três meses para chegar a 30.000, quatro meses para subir para 40.000 e mais quatro meses para chegar a 50.000.

No domingo, o Japão teve 190.538 novas infecções e 407 mortes por Covid-19. Além disso, 671 pacientes estão internados em situação extremamente grave.

O Japão está enfrentando uma oitava onda de infecções. Especialistas dizem que o pico de casos pode chegar entre janeiro e fevereiro, coincidindo com a temporada de influenza. As duas doenças juntas devem sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde do país.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Japão pode voltar a impor restrições diante do avanço da 8ª onda de Covid

Se os casos aumentarem, o governo vai emitir às províncias uma "declaração para fortalecer medidas"

8ª onda de Covid
O governo japonês pode voltar a impor restrições de movimento das pessoas se os casos de Covid-19, que estão aumentado no país, atingirem níveis iguais ou superiores à sétima onda de infecções que teve pico no verão passado, informou a emissora NHK na quinta-feira (10).

O Japão está se preparando para uma oitava onda, enquanto os casos de Covid-19 aumentam no país, com Hokkaido registrando recorde de quase 10.000 infecções na quarta-feira (9).

Se os casos aumentarem em proporção igual ou superior em relação à onda anterior, deixando o sistema médico em nível crítico, o governo vai emitir às províncias uma "declaração para fortalecer medidas" contra a Covid-19.

Após a declaração, as províncias terão autoridade para voltar a impor restrições, como pedir aos moradores que evitem sair de casa, não programem viagens e não se aglomerem em locais fechados, entre outras medidas.

A oitava onda da pandemia no Japão pode igualar ou exceder o pico da onda anterior de mais de 260.000 casos diários vistos em agosto, disse um painel de especialistas do Ministério da Saúde na quarta-feira.

Os casos em todo o país confirmados durante um período de sete dias até terça-feira aumentaram 40% em relação à semana anterior, mostraram dados do ministério, enquanto as infecções diárias atingiram mais de 87.000 na quarta-feira, além de quase 100 mortes.

As taxas de ocupação de leitos hospitalares também estão aumentando, especialmente entre jovens com idades entre 10 e 19 anos, e existe a possibilidade de que as mortes cresçam se um número maior de idosos contrair o coronavírus, disse o painel.

O ministro da Saúde, Katsunobu Kato, pediu à população para estocar kits de teste de antígeno para detectar coronavírus, bem como medicamentos para febre e dor, devido ao risco de surtos simultâneos de influenza e Covid-19 nas próximas semanas.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Sete vezes mais estrangeiros chegaram no Japão no primeiro semestre de 2022

Os números mostram que o relaxamento das medidas de fronteira está facilitando a vinda dos estrangeiros ao Japão, incluindo os brasileiros

estrangeiros no Japão

A Agência dos Serviços de Imigração, sob o guarda-chuva do Ministério da Justiça do Japão (MOJ), anunciou na sexta-feira (14) o total de estrangeiros que entraram no país, no período de janeiro a junho de 2022.

O número de pessoas foi de 388.893, 7 vezes mais do que no mesmo período do ano anterior, que foi de 55.104 estrangeiros.

Isso reflete o relaxamento gradual das medidas de fronteira contra a epidemia do novo coronavírus, desde março deste ano. Mas, se comparar ao primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, o número é ainda muito pequeno, pois foi de 14.985.170 estrangeiros. 

No entanto, mostra que está acontecendo a recuperação da vinda dos estrangeiros para o trabalho e estudos.

O ranking mostra o seguinte quadro de entrada:

  • Os vietnamitas lideram a lista dos estrangeiros com 76.852 pessoas
  • China com 56.567
  • Nepal com 29.638
  • Indonésia com 29.553
  • Filipinas com 23.836
  • Coreia do Sul com 22.572
  • Estados Unidos com 22.442

Da América do Sul vieram 6.407 pessoas, sendo 4.724 brasileiros, 554 peruanos e 1.129 de outros países, com vistos diversos, como estudante, permanente, de cônjuge japonês, entre outros.
Fonte: Portal Mie com MOJ

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Kishida diz que medidas de fronteira no país serão revistas em junho

Antes de qualquer decisão, porém, o governo deverá consultar o painel de especialistas do Ministério da Saúde

medidas de fronteira
O Japão permanecerá vigilante à medida que sair da pandemia de Covid-19 e das restrições relacionadas, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida na quinta-feira (5), acrescentando que algumas das contramedidas contra o vírus serão revisadas em junho.

"A complacência ainda não pode ser tolerada", disse Kishida, falando por meio de um tradutor, durante reunião do Grupo dos Sete em Londres.

“Por volta de junho, revisaremos de maneira por etapas as contramedidas do COVID-19, incluindo medidas de fronteira para restaurar nosso estilo de vida normal”, citando que antes de qualquer decisão o governo consultará o painel de especialistas do Ministério da Saúde. 

Durante o surgimento de casos da variante Ômicron no final do ano passado, o Japão proibiu a entrada de estrangeiros não residentes, atraindo críticas dentro e fora do país, com as partes interessadas alegando serem medidas muito rígidas, publicou a Kyodo News. 

Neste ano o governo japonês vem aliviando as regras, permitindo hoje que até 10.000 pessoas entrem diariamente no Japão. 

No caso, a permissão de entrada é dada a empresários estrangeiros, estagiários técnicos e estudantes, enquanto os turistas ainda não são permitidos.

Antes da pandemia, o Japão tinha planos de impulsionar a economia com a vinda de cerca de 40 milhões de turistas estrangeiros em 2020. Mas a disseminação do coronavírus e as medidas tomadas pelo governo para conter novas infecções tornaram a meta inatingível. 

Os japoneses e estrangeiros residentes continuam usando máscara ao ar livre, embora não seja obrigatório, enquanto outros países já aboliram o uso do item em certas situações.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Premiê do Japão terá 5 grandes desafios pela frente

Alguns temas são delicados, como a reativação de usinas nucleares ou mesmo a união entre pessoas do mesmo sexo

Japão
Desde que assumiu o posto de primeiro-ministro, Fumio Kishida se defrontou com vários problemas que atingem o Japão diretamente. A agência France Presse separou os cinco principais problemas que o governo terá que resolver: 

Retomada da economia: o primeiro-ministro Kishida prometeu em sua campanha estímulos em “grande escala” para conter os efeitos negativos da pandemia na economia. As empresas, porém, ainda aguardam detalhes de como isso será feito, após praticamente dois anos sofrendo fortes restrições devido às medidas lançadas para conter a disseminação do coronavírus. 

O premiê comentou que pretende ajustar o programa “Abenomics”, do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, que inclui grandes gastos do governo, flexibilização monetária maciça e redução da burocracia. Mas ao mesmo tempo Kishida prometeu que haverá uma distribuição mais justa dos benefícios da atividade econômica à sociedade, dizendo que quer criar um “novo capitalismo”. 

Controle da pandemia: o número de infecções diárias no Japão caiu drasticamente em relação a agosto, ainda que o estado de emergência tenha sido suspenso. Especialistas creditam o fato ao avanço da vacinação, com mais de 70% da população totalmente imunizada, além da previsão de administrar a terceira dose, também chamada de dose de reforço, em dezembro. 

As medidas restritivas à operação de alguns negócios, como restaurantes e bares, por exemplo, têm sido retiradas, mas as portas do país continuam fechadas para muitos estrangeiros. Kishida disse que a luta contra a Covid-19 é a sua “prioridade máxima”. 

Ameaças geopolíticas: o Japão tem vivido ameaças constantes por parte da Coreia do Norte, que dispara mísseis no mar, enquanto a China intensificou suas manobras militares no Pacífico, chegando cada vez mais perto de águas territoriais japonesas. 

As relações de Tóquio com Moscou e Seul também têm sido tensas em razão de disputas territoriais. Somado a isso, o Japão tem emitido declarações mais diretas sobre Taiwan, o que irrita a China, e Kishida manifestou desejo de se encontrar com aliados importantes o quanto antes. 

O primeiro-ministro disse ainda que quer aumentar, possivelmente dobrar, o orçamento militar do país, o que é um tema delicado, já que a Constituição do pós-guerra limita o papel defensivo do Japão. 

Transição para energias renováveis: o Japão se tornou dependente de combustíveis fósseis depois que seus reatores nucleares foram desligados após o incidente em Fukushima em 2011. 

O ex-primeiro-ministro Yoshihide Suga havia definido que o Japão deverá se tornar neutro em emissão de carbono até 2050, firmando metas climáticas para o país. 

Kishida quer assumir o papel de “liderança em prol de emissões zero na Ásia" e já viajou para participar da COP26 em Glasgow, na Escócia. Ele disse ser favorável à reativação dos reatores nucleares para reduzir a dependência em termos de energia. Mas esse é outro tema delicado em razão da catástrofe ainda presente na usina de Fukushima. 

Questões familiares: entre os países mais ricos do mundo, que formam o G7, o Japão é o único que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e Kishida já disse que “não chegou a um ponto de aceitar” o tema. 

Uma pesquisa do jornal Yomiuri feita em 2020 revelou que 61% dos japoneses são favoráveis ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, com 37% contra. 

No início do ano um tribunal decidiu que o fracasso do Japão em reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo era inconstitucional. Kishida assumiu uma postura mais branda ao permitir que os casais mantenham sobrenomes separados, acrescentando que é "importante avançar nessas discussões".
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Governo considera estender estado de emergência e adicionar outras províncias

Com o aumento expressivo de novos casos diários, o dobro em duas semanas, o governo considera tomar medidas ainda esta semana

estado de emergência
Atualmente são 6 províncias sob estado de emergência, como Okinawa, Tóquio e Osaka. Pensa-se em incluir Fukuoka, Hyogo e Quioto. Também, há 13 províncias sob as medidas prioritárias e é possível que inclua outras. 

Em ambos os casos o prazo é até 31 de agosto.

O número de pacientes em estado grave em todo país era de 1.563 até domingo (15), o maior de toda esta epidemia. 

Em 29 de julho o país teve mais de 10 mil pessoas infectadas. E na sexta-feira (13), passou de 20 mil novos casos, ou seja, o dobro em apenas 2 semanas.

São 33 das 47 províncias que estão no estágio IV da infecção, pela análise do índice a cada 100 mil habitantes.
Fonte: Portal Mie com NHK e Sankei