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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Ministério da Saúde do Japão aprova vacina contra varíola dos macacos

O país teve até agora apenas dois casos confirmados da doença

vacina
A empresa farmacêutica japonesa KM Biologics já viu interesse no exterior em sua vacina contra a varíola dos macacos, que foi recentemente aprovada por reguladores do país.

A KM Biologics, uma unidade da fabricante de doces Meiji Holdings, teve "várias consultas do exterior", disse um funcionário da empresa à Reuters na quarta-feira (3), recusando-se a comentar qualquer plano de exportação para o medicamento.

O Ministério da Saúde do Japão aprovou na terça-feira a vacina liofilizada contra a varíola LC16 KMB da empresa para uso contra a varíola dos macacos, depois que um painel de especialistas recomendou a medida na semana passada.

O Japão teve apenas dois casos confirmados de varíola durante o atual surto global, que já atingiu mais de 75 países com 25.000 infecções relatadas até agora, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Com sede na província de Kumamoto, a KM Biologics produz principalmente vacinas para uso humano e veterinário. A empresa tem uma vacina contra Covid-19 atualmente em desenvolvimento.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Japão volta a emitir visto para turistas após dois anos de interrupção

A princípio, o governo liberou a entrada de grupos de turistas de 98 países, incluindo Brasil

vistos para turistas
O Japão retomou nesta sexta-feira (10) a emissão de vistos para turistas estrangeiros, na esperança de que a entrada deles no país possa movimentar a economia ainda abalada pela pandemia do coronavírus e por outros fatores.

A entrada de turistas estava proibida há dois anos e dois meses devido à pandemia, mas os casos de Covid-19 no país diminuíram para uma média diária inferior a 20 mil infecções. A terceira dose da vacina contra a doença já foi aplicada em mais de 60% da população.

A princípio, o governo liberou a entrada de grupos de turistas de 98 países, incluindo Brasil e Estados Unidos, mas eles devem ser acompanhados por guias em todos os momentos para garantir o cumprimento dos controles de infecção.

O visto não será liberado para turistas que pretendem viajar sozinhos ou apenas com familares. É preciso fazer parte de um grupo guiado.

O limite diário para entrada no Japão é de 20 mil pessoas, incluindo também os próprios japoneses e estrangeiros residentes no país.

A chegada de turistas, no entanto, deve se tornar mais visível dentro de algumas semanas, já que a obtenção do visto e outros procedimentos demoram um certo tempo.

Os turistas não precisarão ficar de quarentena e nem fazer o exame de Covid-19 depois do desembarque, mas o teste continua obrigatório antes do embarque em seus países.

"Faremos esforços para restaurar a demanda turística equilibrando medidas antivírus e atividades sociais e econômicas", disse o ministro dos Transportes e Turismo, Tetsuo Saito, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Desde março, o Japão vem flexibilizando gradualmente as regras, dando prioridade a residentes estrangeiros, empresários, estudantes e cidadãos japoneses que retornam ao país.

No aeroporto de Haneda, na sexta-feira, um brasileiro de 46 anos que veio ao Japão em uma viagem de negócios para comprar peças de carros, disse saudar a mudança de política do Japão.

"As medidas de antivírus do Japão são completas. Quero voltar aqui para passear com minha família nas férias", disse ele.

Restrições 
O setor empresarial do Japão divulgou um comunicado conjunto nesta sexta-feira pedindo mais relaxamento dos controles de fronteira, à medida que o país inicia uma flexibilização gradual das restrições de viagem.

A Keidanren, a maior organização empresarial do país, e as câmaras de comércio estrangeiras pediram mais flexibilização para "facilitar um ambiente onde pessoas, bens, dinheiro e tecnologias digitais possam se mover livremente".

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu no mês passado flexibilizar as medidas de fronteira do Japão, consideradas as mais rígidas do mundo durante a pandemia.

O grupo também defendeu um rápido retorno às viagens turísticas individuais e a suspensão do limite diário de chegadas internacionais.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Aplicativo de vacinação do Japão gera críticas e governo pede desculpas por falhas

O aplicativo foi baixado mais de 250 mil vezes desde seu lançamento na segunda-feira

Aplicativo de vacinação do Japão
A agência digital do governo japonês se desculpou na terça-feira (21) pelas falhas em um novo aplicativo que funciona como passaporte de vacinação contra Covid-19, atraindo críticas de legisladores da oposição e usuários por sua incapacidade de lidar com nomes de solteira.

O aplicativo para smartphone, baixado mais de 250 mil vezes desde seu lançamento na segunda-feira pela Agência Digital do Japão, funciona apenas para aqueles que têm cartão My Number, ou seja, cerca de 40% da população.

Mas se mostrou incapaz de fazer upload de dados de quem usava um nome de solteira ou um pseudônimo, o que gerou um pedido de desculpas em uma postagem no Twitter da agência, que prometeu consertar o problema em um "futuro próximo".

Em uma carta à agência, o Partido Democrático Constitucional de oposição disse: "A Agência Digital está seriamente carente de perspectivas de igualdade de gênero, em primeiro lugar, por tê-lo lançado desta forma."

O aplicativo, chamado Sesshu Shoumeisho Apli (接種証明書アプリ) faz parte do plano do Japão para reabrir a economia e retomar as viagens em meio a preocupações com um possível aumento nas infecções por coronavírus e novas variantes.

Seu lançamento pela agência, fundada em setembro com o objetivo de aprimorar a tecnologia no governo, ficou atrás de muitos países e versões de terceiros lançadas por empresas e administrações municipais.

Usuários de mídia social reclamaram do lançamento tardio do aplicativo, e a incapacidade de lidar com nomes de solteira reacendeu um longo debate sobre as leis japonesas contra mulheres casadas manterem seus sobrenomes.

O professor da Universidade de Chubu, Atsuko Tamada, estava entre os que criticaram o aplicativo no Twitter e o que seu design revelava sobre a postura do governo em relação à igualdade de gênero.

"Acho que é um problema do ponto de vista da proteção dos direitos das mulheres", disse Tamada à Reuters.

Outro problema detectado é que o aplicativo não aceita o cartão My Number de estrangeiros cujos nomes estão registrados de duas formas, em letras romanas e em kanji ou katakana.
Fonte: Alternativa com Reuters 

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Premiê do Japão terá 5 grandes desafios pela frente

Alguns temas são delicados, como a reativação de usinas nucleares ou mesmo a união entre pessoas do mesmo sexo

Japão
Desde que assumiu o posto de primeiro-ministro, Fumio Kishida se defrontou com vários problemas que atingem o Japão diretamente. A agência France Presse separou os cinco principais problemas que o governo terá que resolver: 

Retomada da economia: o primeiro-ministro Kishida prometeu em sua campanha estímulos em “grande escala” para conter os efeitos negativos da pandemia na economia. As empresas, porém, ainda aguardam detalhes de como isso será feito, após praticamente dois anos sofrendo fortes restrições devido às medidas lançadas para conter a disseminação do coronavírus. 

O premiê comentou que pretende ajustar o programa “Abenomics”, do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, que inclui grandes gastos do governo, flexibilização monetária maciça e redução da burocracia. Mas ao mesmo tempo Kishida prometeu que haverá uma distribuição mais justa dos benefícios da atividade econômica à sociedade, dizendo que quer criar um “novo capitalismo”. 

Controle da pandemia: o número de infecções diárias no Japão caiu drasticamente em relação a agosto, ainda que o estado de emergência tenha sido suspenso. Especialistas creditam o fato ao avanço da vacinação, com mais de 70% da população totalmente imunizada, além da previsão de administrar a terceira dose, também chamada de dose de reforço, em dezembro. 

As medidas restritivas à operação de alguns negócios, como restaurantes e bares, por exemplo, têm sido retiradas, mas as portas do país continuam fechadas para muitos estrangeiros. Kishida disse que a luta contra a Covid-19 é a sua “prioridade máxima”. 

Ameaças geopolíticas: o Japão tem vivido ameaças constantes por parte da Coreia do Norte, que dispara mísseis no mar, enquanto a China intensificou suas manobras militares no Pacífico, chegando cada vez mais perto de águas territoriais japonesas. 

As relações de Tóquio com Moscou e Seul também têm sido tensas em razão de disputas territoriais. Somado a isso, o Japão tem emitido declarações mais diretas sobre Taiwan, o que irrita a China, e Kishida manifestou desejo de se encontrar com aliados importantes o quanto antes. 

O primeiro-ministro disse ainda que quer aumentar, possivelmente dobrar, o orçamento militar do país, o que é um tema delicado, já que a Constituição do pós-guerra limita o papel defensivo do Japão. 

Transição para energias renováveis: o Japão se tornou dependente de combustíveis fósseis depois que seus reatores nucleares foram desligados após o incidente em Fukushima em 2011. 

O ex-primeiro-ministro Yoshihide Suga havia definido que o Japão deverá se tornar neutro em emissão de carbono até 2050, firmando metas climáticas para o país. 

Kishida quer assumir o papel de “liderança em prol de emissões zero na Ásia" e já viajou para participar da COP26 em Glasgow, na Escócia. Ele disse ser favorável à reativação dos reatores nucleares para reduzir a dependência em termos de energia. Mas esse é outro tema delicado em razão da catástrofe ainda presente na usina de Fukushima. 

Questões familiares: entre os países mais ricos do mundo, que formam o G7, o Japão é o único que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e Kishida já disse que “não chegou a um ponto de aceitar” o tema. 

Uma pesquisa do jornal Yomiuri feita em 2020 revelou que 61% dos japoneses são favoráveis ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, com 37% contra. 

No início do ano um tribunal decidiu que o fracasso do Japão em reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo era inconstitucional. Kishida assumiu uma postura mais branda ao permitir que os casais mantenham sobrenomes separados, acrescentando que é "importante avançar nessas discussões".
Fonte: Alternativa

terça-feira, 6 de julho de 2021

Fornecimento lento de vacinas no Japão causa suspensão e cancelamento de reservas

A província de Aichi recebeu apenas 49% das doses prometidas pelo governo

vacina contra Covid-19
Devido à escassez de fornecimento da vacina contra Covid-19 pelo governo central, a cidade de Kobe (Hyogo) cancelou reservas de mais de 50 mil pessoas, resultando em milhares de reclamações por parte dos moradores que tinham a intenção de se imunizar o mais rápido possível.

Além de Kobe, muitas outras cidades estão cancelando as reservas ou suspendendo novos agendamentos por causa do fornecimento lento de vacinas da Pfizer.

Os grandes centros de vacinação, no entanto, que utilizam a vacina da Moderna, estão mantendo os agendamentos.

A província de Aichi recebeu apenas 49% das doses prometidas pelo governo no período de duas semanas a partir de segunda-feira (5) e deve receber somente 26% da quantidade prevista para duas semanas a partir de 19 de julho.

Apenas as pessoas que receberam o cupom de vacinação podem fazer reserva. Algumas cidades já começaram a imunizar pessoas entre 16 e 64 anos.

Até domingo (4), o Japão vacinou 24,87% de sua população com ao menos uma dose da vacina contra Covid-19 e 13,77% com duas doses, segundo a emissora NHK.
Fonte: Alternativa

sábado, 29 de maio de 2021

Suga diz que próximas 3 semanas serão fundamentais para combater coronavírus

Estado de emergência em 9 províncias foi estendido até 20 de junho

Estado de emergência
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, disse na sexta-feira (28) que as próximas três semanas serão fundamentais para acelerar as vacinações e impedir a propagação do coronavírus, ao estender o estado de emergência em nove províncias até 20 de junho, uma vez que a pandemia não dá sinais de perder força a menos de dois meses do início da Olimpíada no país.

O estado de emergência em Tóquio, Osaka, Aichi e outras províncias estava programado para terminar em 31 de maio, mas o sistema médico continua sofrendo pressão com boa parte dos leitos hospitalares ocupados.

O Japão registrou um número recorde de pacientes de Covid-19 em estado crítico nos últimos dias, apesar de a quantidade de novas infecções terem desacelerado.

“Em Osaka e Tóquio, o movimento de pessoas está começando a subir, e há temores de que as infecções aumentarão”, disse o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, também a cargo das contramedidas de coronavírus do país, no começo de uma reunião com especialistas.

Mais tarde, os especialistas aprovaram a proposta do governo, e o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, anunciou oficialmente a extensão do estado de emergência.

Preocupações com variantes do novo coronavírus e uma campanha de vacinação lenta provocam clamores urgentes de médicos, alguns executivos proeminentes e centenas de milhares de cidadãos pelo cancelamento dos Jogos Olímpicos, programados para começar no dia 23 de julho.

Autoridades japonesas, organizadores da Olimpíada e o Comitê Olímpico Internacional (COI) dizem que os Jogos acontecerão sob medidas rígidas de prevenção do vírus.

John Coates, autoridade graduada do COI que supervisiona os preparativos dos Jogos de Tóquio, disse na semana passada que a Olimpíada ocorrerá mesmo que a cidade-sede esteja sob estado de emergência.

Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada, disse em uma coletiva de imprensa que recebeu promessas da Índia --hoje combatendo uma segunda onda mortal de Covid-19-- e de cinco outros países de vacinar todos aqueles que serão enviados aos Jogos Olímpicos como medida contra uma nova variante indiana.

O presidente do COI, Thomas Bach, disse que 80% dos 10.500 atletas esperados no Japão serão vacinados, e na quinta-feira pediu aos olimpianos que se imunizem se puderem. Todos também precisam ser testados antes e depois da chegada.

Contrastando com ações rigorosas de muitos países, as medidas emergenciais mais recentes do Japão se concentram essencialmente em pedir o fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos que servem bebidas alcoólicas. Os que não servem podem funcionar até as 20h.

Estado de emergência (kinkyuu jitai sengen / 緊急事態宣言)
- Tóquio, Osaka, Hyogo, Quioto, Aichi, Fukuoka, Hokkaido, Okayama e Hiroshima (prorrogação até 20 de junho)

- A província de Okinawa teve estado de emergência declarado em 23 de maio até 20 de junho

As autoridades locais podem solicitar o fechamento de bares e restaurantes que servem bebidas alcoólicas e de estabelecimentos considerados não essenciais.

Medidas especiais "quase emergência" (man-en boushi-tou juuten sochi / まん延防止等重点措置)
- Kanagawa, Chiba, Saitama, Gifu e Mie (prorrogação até 20 de junho)
- Gunma, Kumamoto e Ishikawa (até 13 de junho)

As autoridades locais podem solicitar a redução do horário de funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Japão inicia vacinação de idosos nesta 2ª feira, e Tóquio, Quioto e Okinawa aplicam medidas restritivas

As províncias de Osaka, Hyogo e Miyagi já se encontram neste estado pré-emergencial desde 5 de abril

Naha, em Okinawa
Nesta segunda-feira (12) o governo do Japão começa a vacinação de idosos, e Tóquio, Okinawa e Quioto iniciam a aplicação de regras pré-emergenciais em alguns locais. 

A população de pessoas com 65 anos de idade ou mais é composta por 36 milhões de cidadãos, mas a imunização deverá iniciar em 120 pontos em todo o país, incluindo instalações para idosos no distrito de Setagaya, em Tóquio, e ginásios de Matsubara, em Osaka, segundo a NHK. 

Até o domingo (11) foram enviadas 3.900 doses da vacina da Pfizer para Tóquio, Kanagawa e Osaka, enquanto que outras províncias receberam 1.950 doses cada, segundo o Ministério da Saúde. 

Até o final de junho o governo espera ter vacinas suficientes para imunizar a população de idosos com as duas doses previstas para o imunizante da Pfizer. 

As pessoas que serão vacinadas devem fazer reserva por telefone ou pela internet após receberem um boleto comunicando sobre a vacinação no local onde residem. 

Províncias
Tóquio, Quioto e Okinawa iniciam nesta segunda-feira medidas que visam combater o ressurgimento de infecções por coronavírus. 

Os restaurantes e bares em áreas densamente povoadas deverão fechar às 20h e haverá limitação de participação de público em grandes eventos para 5.000 pessoas, publicou a Kyodo News. 

Os partidos de oposição ao governo criticaram estas medidas por serem de difícil compreensão, mas o descumprimento delas pode resultar em multa pesada para os estabelecimentos comerciais. 

Estas medidas vigorarão em Okinawa e Quioto até 5 de maio, e em Tóquio até 11 de maio. 

As províncias de Osaka, Hyogo e Miyagi já se encontram neste estado pré-emergencial desde 5 de abril, devendo encerrar o período em 5 de maio. 

Nas províncias de Osaka, Hyogo, Miyagi e Okinawa a situação é grave e já atingiu o Estágio 4, o pior de uma escala criada pelo governo, o que justificaria a declaração de um terceiro estado de emergência. Quanto a Tóquio e Quioto, estão no Estágio 3. 

As "Medidas Prioritárias para Prevenção de Propagação", também chamadas de estado pré-emergencial ou de quase estado de emergência foram lançadas após revisão de uma lei relativa a doenças infecciosas e foram implantadas para conter novas infecções e ao mesmo templo manter a economia funcionando. 

Os governadores podem designar cidades e vilas para a aplicação de medidas mais rígidas, ao contrário do estado de emergência que cobre a província toda. 

Em Tóquio as medidas vigorarão em 23 distritos e 6 cidades, como Hachioji, Tachikawa, Musashino, Fuchu, Chofu e Machida. Na província de Quioto valerá apenas para a cidade de Quioto. E em Okinawa, as regras vigorarão em nove cidades, incluindo Naha, segundo o jornal The Asahi. 

Além dos horários para estabelecimentos comerciais, as regras incentivam as pessoas a não saírem sem necessidade e evitarem viajar para outras províncias. Estão previstas patrulhas em restaurantes e bares para fiscalizar o cumprimento das medidas, além de inspeções periódicas em instalações para idosos. 

O primeiro-ministro Yoshihide Suga disse que é preciso cautela, porque as novas cepas do coronavírus têm sido responsáveis por cerca de 70% das infecções em Osaka e Hyogo, e 20% dos casos em Tóquio.
Fonte: Alternativa 

segunda-feira, 22 de março de 2021

Japão poderá exigir de viajantes teste para detectar variantes do coronavírus, diz ministro

A informação foi dada por Norihisa Tamura em um programa da emissora estatal NHK

variantes do coronavírus
O governo japonês está considerando exigir que todos os viajantes que chegam ao país se submetam a um teste para detectar as novas variantes do coronavírus, segundo disse o ministro Norihisa Tamura no domingo (21). 

Pelas regras atuais, pessoas que chegam de 24 países onde foram confirmados casos de variantes do coronavírus são obrigadas a fazer testes adicionais três dias antes de entrar no Japão, além de terem de cumprir uma quarentena de 14 dias, segundo a Kyodo News.  

Tamura fez o comentário em um programa da emissora estatal NHK, citando a necessidade de apertar os controles de fronteira, citando também que poderá contratar empresas privadas de segurança para monitorar e garantir que as pessoas que deveriam ficar em quarentena.

No fim de semana o governo japonês incluiu sete países, principalmente da Europa, nestas regras. É o caso de japoneses e cidadãos que viajaram recentemente para Estônia, República Tcheca, Paquistão, Hungria, Polônia, Luxemburgo e Líbano.

Quanto ao estado de emergência encerrado no domingo em Tóquio, Chiba, Saitama e Kanagawa, Tamura comentou o seguinte: “É importante evitar atividades com alto risco de infecções.”

O chefe do painel de especialistas do Japão, Shigeru Omi, também participou do programa com Tamura e lembrou que “é possível que ocorra uma recuperação nas infecções nos próximos um ou dois meses”.

Omi disse que é vital prevenir a propagação do vírus até que as pessoas com 65 anos ou mais no Japão sejam vacinadas. Esse grupo começará a ser vacinado em meados de abril.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 11 de março de 2021

Japão investe em indústria nacional de vacinas

A indústria de vacinas japonesa havia retirado investimento no desenvolvimento devido ao declínio populacional

vacinas
O governo japonês investirá cerca de $1,5 bilhão para dar suporte ao desenvolvimento local de vacinas, soube o Nikkei, visto que ele luta contra incertezas de depender de imunizações importadas.

Como parte do programa, o Japão fará parceria com outras nações asiáticas para criar uma rede internacional de pesquisa e ensaio clínico a fim de promover desenvolvimento rápido. O governo também assumirá parte do custo para farmacêuticas domésticas e instituições de pesquisa que desenvolvem vacinas.

A iniciativa será financiada pelos 160 bilhões de ienes ($1,47 bilhão) separados no terceiro orçamento suplementar para o atual ano fiscal aprovado em janeiro.

O plano é despachar especialistas a economias asiáticas emergentes, como as do sudeste asiático, que vivenciam crescimento populacional.

Lá, eles ajudarão a estabelecer a base para dar suporte à pesquisa clínica. Isso envolveria treinamento de profissionais da saúde e trazer equipamento como dispositivos de diagnóstico e freezers.

Estabelecer um ecossistema internacional para pesquisa conjunta de vacinas tem o potencial de reduzir o período de tempo de desenvolvimento.

Testes de vacina exigem um amplo mercado, o que pode levar a canais de vendas posteriormente. A infraestrutura servirá como ponto de partida para acelerar o desenvolvimento de vacinas contra futuras doenças.

O Japão já foi considerado uma nação avançada quando se fala em vacinas. Contudo, o investimento diminuiu devido ao declínio populacional e tempo que levava desde pesquisa e desenvolvimento à aplicação comercial.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

segunda-feira, 1 de março de 2021

Japão recebe mais de 520 mil doses de vacinas da Pfizer contra a Covid-19

Até o fim de março o Japão terá recebido cerca de 2,66 milhões de doses

vacinas da Pfizer
A terceira remessa de vacinas da fabricante Pfizer Inc. chegou ao Japão na manhã desta segunda-feira (1) no aeroporto de Narita. 

A aeronave da All Nippon Airways trouxe 526.500 doses do imunizante, segundo a NHK.  

Cada frasco da vacina da Pfizer dá para seis doses. 

Como os anteriores, o voo partiu da Bélgica, onde a vacina é fabricada. 

Com este voo, o Japão chega a cerca de 1,36 milhão doses, suficientes para imunizar perto de 680 mil pessoas. 

A Pfizer continuará enviando os lotes de vacina um após outro a partir da próxima semana.

O governo diz que até o fim de março o Japão terá recebido cerca de 2,66 milhões de doses.

No domingo (28), o ministro responsável pela vacinação no Japão, Taro Kono, disse em um programa de TV que o país começaria a receber mais doses do imunizante contra a Covid-19. 
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Suga quer iniciar vacinações na próxima semana

Primeiro-ministro Suga comenta sobre iniciar vacinações na próxima semana caso todos os procedimentos acabarem

primeiro-ministro Suga
O Partido Democrático Liberal fez a conferência de comunicação nesta quarta-feira (10). Logo no início, o primeiro-ministro Suga comentou sobre a vacinação. “Quando for comprovada a segurança e eficiência (da vacina), vou começar as vacinações no meio da próxima semana. Peço a colaboração de todas as autoridades locais, médicos e enfermeiros. O governo continuará a reforçar as medidas de prevenção”, disse.

“Peço minhas sinceras desculpas pelo transtorno causado a todos os cidadãos, mas decidimos que é necessário mais tempo para a situação acalmar”, comenta Suga, referindo-se à extensão do estado de emergência em 10 províncias.

“Vou intensificar as medidas de prevenção com foco em restaurantes para reduzir ainda mais o número de novos casos, e de pacientes. Continuarei a analisar a situação cautelosamente, e ouvir as opiniões dos especialistas para tomar as decisões necessárias”, completa.

O Secretário do Gabinete Kato comentou que mudará as diretrizes básicas até o dia 12, um dia antes da promulgação da lei medidas especiais para combate ao coronavírus.
Fonte: Portal Mie com NHK

sábado, 23 de janeiro de 2021

COI planeja vacinar todos os atletas olímpicos para salvar Jogos de Tóquio, diz jornal

O Japão se manteve firme em seu compromisso de realizar o evento

Jogos de Tóquio
O Comitê Olímpico Internacional (COI) está trabalhando com a Organização Mundial da Saúde para vacinar todos os atletas em uma tentativa de salvar os Jogos de Tóquio, informou o jornal The Telegraph na sexta-feira (22).

A aplicação rápida de vacinas contra Covid-19 em competidores onde os programas nacionais ainda não começaram é a prioridade no plano do Comitê Olímpico, segundo a reportagem.

O Japão se manteve firme, na sexta-feira, em seu compromisso de realizar a Olimpíada de Tóquio neste ano e negou uma reportagem sobre um possível cancelamento, mas não parece provável que a promessa tranquilizará a preocupação do público com a realização do evento durante uma pandemia.

Apesar do estado de emergência em Tóquio e outras 10 províncias devido a uma terceira onda de infecções de Covid-19, os organizadores da Olimpíada prometeram levar adiante os Jogos, que foram adiados em um ano por causa do coronavírus e devem começar no dia 23 de julho.

Um porta-voz do governo japonês disse que "não há verdade" em uma reportagem do jornal britânico The Times segundo a qual o Japão concluiu nos bastidores que os Jogos teriam que ser cancelados.

O The Times, que citou um membro graduado não identificado da coalizão governista do Japão, disse que agora o foco do governo está em garantir o evento para Tóquio no próximo ano disponível, que é 2032.

"Negamos claramente esta reportagem", disse o vice-secretário-chefe de gabinete, Manabu Sakai, em uma coletiva de imprensa. Mais tarde, o chefe do Comitê Olímpico do Japão, Yasuhiro Yamashita, disse à Reuters que a reportagem é falsa e "fabricada".

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, disse que não se falou em cancelar ou adiar a Olimpíada e que se deveria registrar um protesto contra a reportagem do The Times.

O comitê organizador dos Jogos também negou a notícia, dizendo em um comunicado que seus parceiros, incluindo o governo e o Comitê Olímpico Internacional (COI), estão "totalmente concentrados" na realização do evento tal como programado.

"É muito decepcionante ver que o The Times está trabalhando uma matéria tão ao estilo de um tabloide com uma fonte indigna de confiança", disse uma fonte do comitê organizador à Reuters.

"O governo nacional está totalmente comprometido a realizar Jogos seguros e protegidos, e sempre ficamos estimulados com suas dedicações", disse a fonte.

O Japão foi atingido menos duramente pela pandemia do que muitas outras economias avançadas, mas uma disparada recente de casos obrigou o país a fechar as fronteiras a estrangeiros não-residentes e a declarar um estado de emergência em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Aichi, Gifu, Osaka, Hyogo, Quioto, Tochigi e Fukuoka.
Fonte: Alternativa com Reuters