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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Japão volta a emitir visto para turistas após dois anos de interrupção

A princípio, o governo liberou a entrada de grupos de turistas de 98 países, incluindo Brasil

vistos para turistas
O Japão retomou nesta sexta-feira (10) a emissão de vistos para turistas estrangeiros, na esperança de que a entrada deles no país possa movimentar a economia ainda abalada pela pandemia do coronavírus e por outros fatores.

A entrada de turistas estava proibida há dois anos e dois meses devido à pandemia, mas os casos de Covid-19 no país diminuíram para uma média diária inferior a 20 mil infecções. A terceira dose da vacina contra a doença já foi aplicada em mais de 60% da população.

A princípio, o governo liberou a entrada de grupos de turistas de 98 países, incluindo Brasil e Estados Unidos, mas eles devem ser acompanhados por guias em todos os momentos para garantir o cumprimento dos controles de infecção.

O visto não será liberado para turistas que pretendem viajar sozinhos ou apenas com familares. É preciso fazer parte de um grupo guiado.

O limite diário para entrada no Japão é de 20 mil pessoas, incluindo também os próprios japoneses e estrangeiros residentes no país.

A chegada de turistas, no entanto, deve se tornar mais visível dentro de algumas semanas, já que a obtenção do visto e outros procedimentos demoram um certo tempo.

Os turistas não precisarão ficar de quarentena e nem fazer o exame de Covid-19 depois do desembarque, mas o teste continua obrigatório antes do embarque em seus países.

"Faremos esforços para restaurar a demanda turística equilibrando medidas antivírus e atividades sociais e econômicas", disse o ministro dos Transportes e Turismo, Tetsuo Saito, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

Desde março, o Japão vem flexibilizando gradualmente as regras, dando prioridade a residentes estrangeiros, empresários, estudantes e cidadãos japoneses que retornam ao país.

No aeroporto de Haneda, na sexta-feira, um brasileiro de 46 anos que veio ao Japão em uma viagem de negócios para comprar peças de carros, disse saudar a mudança de política do Japão.

"As medidas de antivírus do Japão são completas. Quero voltar aqui para passear com minha família nas férias", disse ele.

Restrições 
O setor empresarial do Japão divulgou um comunicado conjunto nesta sexta-feira pedindo mais relaxamento dos controles de fronteira, à medida que o país inicia uma flexibilização gradual das restrições de viagem.

A Keidanren, a maior organização empresarial do país, e as câmaras de comércio estrangeiras pediram mais flexibilização para "facilitar um ambiente onde pessoas, bens, dinheiro e tecnologias digitais possam se mover livremente".

O primeiro-ministro Fumio Kishida prometeu no mês passado flexibilizar as medidas de fronteira do Japão, consideradas as mais rígidas do mundo durante a pandemia.

O grupo também defendeu um rápido retorno às viagens turísticas individuais e a suspensão do limite diário de chegadas internacionais.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Kishida diz que medidas de fronteira no país serão revistas em junho

Antes de qualquer decisão, porém, o governo deverá consultar o painel de especialistas do Ministério da Saúde

medidas de fronteira
O Japão permanecerá vigilante à medida que sair da pandemia de Covid-19 e das restrições relacionadas, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida na quinta-feira (5), acrescentando que algumas das contramedidas contra o vírus serão revisadas em junho.

"A complacência ainda não pode ser tolerada", disse Kishida, falando por meio de um tradutor, durante reunião do Grupo dos Sete em Londres.

“Por volta de junho, revisaremos de maneira por etapas as contramedidas do COVID-19, incluindo medidas de fronteira para restaurar nosso estilo de vida normal”, citando que antes de qualquer decisão o governo consultará o painel de especialistas do Ministério da Saúde. 

Durante o surgimento de casos da variante Ômicron no final do ano passado, o Japão proibiu a entrada de estrangeiros não residentes, atraindo críticas dentro e fora do país, com as partes interessadas alegando serem medidas muito rígidas, publicou a Kyodo News. 

Neste ano o governo japonês vem aliviando as regras, permitindo hoje que até 10.000 pessoas entrem diariamente no Japão. 

No caso, a permissão de entrada é dada a empresários estrangeiros, estagiários técnicos e estudantes, enquanto os turistas ainda não são permitidos.

Antes da pandemia, o Japão tinha planos de impulsionar a economia com a vinda de cerca de 40 milhões de turistas estrangeiros em 2020. Mas a disseminação do coronavírus e as medidas tomadas pelo governo para conter novas infecções tornaram a meta inatingível. 

Os japoneses e estrangeiros residentes continuam usando máscara ao ar livre, embora não seja obrigatório, enquanto outros países já aboliram o uso do item em certas situações.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 3 de março de 2022

Japão estenderá medidas de pré-emergência até 21 de março em 18 províncias

O governo também deve afrouxar os controles de fronteira para permitir que mais pessoas entrem no país

medidas de pré-emergência
O Japão vai estender em 18 províncias as medidas de pré-emergência adotadas pelo governo para tentar reduzir os casos de Covid-19, já que as infecções nesses locais não tiveram uma grande redução e o sistema médico continua sob pressão.

Atualmente, as medidas estão vigorando em 31 províncias. Elas serão estendidas até 21 de março em Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Quioto, Hyogo, Hokkaido, Aomori, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Ishikawa, Gifu, Shizuoka, Aichi, Kagawa e Kumamoto.

As medidas, que incluem o fechamento de bares e restaurantes mais cedo e a proibição da venda de bebidas alcoólicas nesses locais, serão suspensas no domingo (6), conforme programado, em Fukushima, Niigata, Nagano, Mie, Wakayama, Okayama, Hiroshima, Kochi, Fukuoka, Saga, Nagasaki, Miyazaki e Kagoshima.

O governo japonês também deve afrouxar os controles de fronteira para permitir que mais pessoas entrem no país, especialmente estudantes.

O primeiro-ministro Fumio Kishida disse que aumentará o número de pessoas que podem entrar no Japão de 5.000 para 7.000 por dia, enquanto os estudantes farão parte de uma outra contagem diária e serão colocados em uma categoria separada, segundo relatos da mídia.

A medida estenderá uma flexibilização das rígidas medidas de fronteira do país no início desta semana, que abriram as portas para mais estudantes e trabalhadores estrangeiros em meio a críticas de líderes empresariais e educadores.

Cerca de 150.000 estudantes estrangeiros não puderam entrar no Japão desde 2020, juntamente com trabalhadores que são necessários para cobrir a falta de mão de obra em um país onde a população está cada vez menor.

Embora o número de novos casos de coronavírus tenha começado a cair, os hospitais permanecem sob pressão enquanto lutam contra a variante Ômicron. Fevereiro foi o mês mais mortal desde o início da pandemia, com 4.856 óbitos, mostrou uma contagem da emissora NHK.

Tóquio registrou 12.251 novos casos nesta quinta-feira, um aumento de 2.100 infecções em relação ao mesmo dia da semana passada.

Em Okinawa, os casos diários de Covid-19 voltaram a aumentar para acima de 1.000, o maior número desde 28 de janeiro, depois que o governo suspendeu as medidas de pré-emergência na província.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Premiê do Japão terá 5 grandes desafios pela frente

Alguns temas são delicados, como a reativação de usinas nucleares ou mesmo a união entre pessoas do mesmo sexo

Japão
Desde que assumiu o posto de primeiro-ministro, Fumio Kishida se defrontou com vários problemas que atingem o Japão diretamente. A agência France Presse separou os cinco principais problemas que o governo terá que resolver: 

Retomada da economia: o primeiro-ministro Kishida prometeu em sua campanha estímulos em “grande escala” para conter os efeitos negativos da pandemia na economia. As empresas, porém, ainda aguardam detalhes de como isso será feito, após praticamente dois anos sofrendo fortes restrições devido às medidas lançadas para conter a disseminação do coronavírus. 

O premiê comentou que pretende ajustar o programa “Abenomics”, do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, que inclui grandes gastos do governo, flexibilização monetária maciça e redução da burocracia. Mas ao mesmo tempo Kishida prometeu que haverá uma distribuição mais justa dos benefícios da atividade econômica à sociedade, dizendo que quer criar um “novo capitalismo”. 

Controle da pandemia: o número de infecções diárias no Japão caiu drasticamente em relação a agosto, ainda que o estado de emergência tenha sido suspenso. Especialistas creditam o fato ao avanço da vacinação, com mais de 70% da população totalmente imunizada, além da previsão de administrar a terceira dose, também chamada de dose de reforço, em dezembro. 

As medidas restritivas à operação de alguns negócios, como restaurantes e bares, por exemplo, têm sido retiradas, mas as portas do país continuam fechadas para muitos estrangeiros. Kishida disse que a luta contra a Covid-19 é a sua “prioridade máxima”. 

Ameaças geopolíticas: o Japão tem vivido ameaças constantes por parte da Coreia do Norte, que dispara mísseis no mar, enquanto a China intensificou suas manobras militares no Pacífico, chegando cada vez mais perto de águas territoriais japonesas. 

As relações de Tóquio com Moscou e Seul também têm sido tensas em razão de disputas territoriais. Somado a isso, o Japão tem emitido declarações mais diretas sobre Taiwan, o que irrita a China, e Kishida manifestou desejo de se encontrar com aliados importantes o quanto antes. 

O primeiro-ministro disse ainda que quer aumentar, possivelmente dobrar, o orçamento militar do país, o que é um tema delicado, já que a Constituição do pós-guerra limita o papel defensivo do Japão. 

Transição para energias renováveis: o Japão se tornou dependente de combustíveis fósseis depois que seus reatores nucleares foram desligados após o incidente em Fukushima em 2011. 

O ex-primeiro-ministro Yoshihide Suga havia definido que o Japão deverá se tornar neutro em emissão de carbono até 2050, firmando metas climáticas para o país. 

Kishida quer assumir o papel de “liderança em prol de emissões zero na Ásia" e já viajou para participar da COP26 em Glasgow, na Escócia. Ele disse ser favorável à reativação dos reatores nucleares para reduzir a dependência em termos de energia. Mas esse é outro tema delicado em razão da catástrofe ainda presente na usina de Fukushima. 

Questões familiares: entre os países mais ricos do mundo, que formam o G7, o Japão é o único que não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo e Kishida já disse que “não chegou a um ponto de aceitar” o tema. 

Uma pesquisa do jornal Yomiuri feita em 2020 revelou que 61% dos japoneses são favoráveis ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, com 37% contra. 

No início do ano um tribunal decidiu que o fracasso do Japão em reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo era inconstitucional. Kishida assumiu uma postura mais branda ao permitir que os casais mantenham sobrenomes separados, acrescentando que é "importante avançar nessas discussões".
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Japão deve suspender estado de emergência em 30 de setembro, conforme planejado

O primeiro-ministro Yoshihide Suga vai anunciar uma decisão final na próxima terça-feira

suspender estado de emergência
O governo japonês pretende suspender o estado de emergência que está vigorando em 19 províncias no final deste mês, conforme planejado, informou a agência de notícias Kyodo na terça-feira (21).

O primeiro-ministro Yoshihide Suga deve anunciar uma decisão final em uma reunião da força-tarefa na próxima terça-feira (28), um dia antes da escolha do novo líder do Partido Liberal Democrata (PLD) que se tornará o próximo premiê.

Durante o estado de emergência, bares, restaurantes e outros estabelecimentos que oferecem karaoke e bebidas alcoólicas não podem funcionar, e os que não servem álcool precisam fechar às 20h.

Tóquio está sob estado de emergência desde 12 de julho e as restrições foram mantidas durante a Olimpíada e a Paralimpíada, que foram realizadas quase sem espectadores nas instalações. As demais províncias foram colocadas sob a medida em agosto.

As infecções em todo o país atingiram um pico de cerca de 25.000 por dia em agosto e vêm diminuindo desde então, com 1.767 novos casos relatados na terça-feira.

"Os casos de Covid-19 estão em uma tendência de queda em todo o país e os indicadores em Tóquio melhoraram significativamente", disse Yasutoshi Nishimura, o ministro encarregado pela resposta do Japão à pandemia, em uma entrevista coletiva.

Mas os hospitais continuam sobrecarregados pelo grande número de pacientes com sintomas graves da doença, e há preocupações de que o feriado da última segunda-feira, que prolongou o fim de semana, possa causar um novo aumento de infecções.

Estado de emergência (kinkyuu jitai sengen / 緊急事態宣言)
Até 30 de setembro
- Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka, Okinawa, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Shizuoka, Quioto, Hyogo, Fukuoka, Hokkaido, Aichi, Mie, Gifu, Shiga, e Hiroshima

Medidas especiais - "quase emergência" (man-en boushi-tou juuten sochi / まん延防止等重点措置)
Até 30 de setembro
- Fukushima, Ishikawa, Kumamoto, Kagawa, Kagoshima, Miyazaki,  Miyagi e Okayama
Fonte: Alternativa

sábado, 29 de maio de 2021

Suga diz que próximas 3 semanas serão fundamentais para combater coronavírus

Estado de emergência em 9 províncias foi estendido até 20 de junho

Estado de emergência
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, disse na sexta-feira (28) que as próximas três semanas serão fundamentais para acelerar as vacinações e impedir a propagação do coronavírus, ao estender o estado de emergência em nove províncias até 20 de junho, uma vez que a pandemia não dá sinais de perder força a menos de dois meses do início da Olimpíada no país.

O estado de emergência em Tóquio, Osaka, Aichi e outras províncias estava programado para terminar em 31 de maio, mas o sistema médico continua sofrendo pressão com boa parte dos leitos hospitalares ocupados.

O Japão registrou um número recorde de pacientes de Covid-19 em estado crítico nos últimos dias, apesar de a quantidade de novas infecções terem desacelerado.

“Em Osaka e Tóquio, o movimento de pessoas está começando a subir, e há temores de que as infecções aumentarão”, disse o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, também a cargo das contramedidas de coronavírus do país, no começo de uma reunião com especialistas.

Mais tarde, os especialistas aprovaram a proposta do governo, e o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, anunciou oficialmente a extensão do estado de emergência.

Preocupações com variantes do novo coronavírus e uma campanha de vacinação lenta provocam clamores urgentes de médicos, alguns executivos proeminentes e centenas de milhares de cidadãos pelo cancelamento dos Jogos Olímpicos, programados para começar no dia 23 de julho.

Autoridades japonesas, organizadores da Olimpíada e o Comitê Olímpico Internacional (COI) dizem que os Jogos acontecerão sob medidas rígidas de prevenção do vírus.

John Coates, autoridade graduada do COI que supervisiona os preparativos dos Jogos de Tóquio, disse na semana passada que a Olimpíada ocorrerá mesmo que a cidade-sede esteja sob estado de emergência.

Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada, disse em uma coletiva de imprensa que recebeu promessas da Índia --hoje combatendo uma segunda onda mortal de Covid-19-- e de cinco outros países de vacinar todos aqueles que serão enviados aos Jogos Olímpicos como medida contra uma nova variante indiana.

O presidente do COI, Thomas Bach, disse que 80% dos 10.500 atletas esperados no Japão serão vacinados, e na quinta-feira pediu aos olimpianos que se imunizem se puderem. Todos também precisam ser testados antes e depois da chegada.

Contrastando com ações rigorosas de muitos países, as medidas emergenciais mais recentes do Japão se concentram essencialmente em pedir o fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos que servem bebidas alcoólicas. Os que não servem podem funcionar até as 20h.

Estado de emergência (kinkyuu jitai sengen / 緊急事態宣言)
- Tóquio, Osaka, Hyogo, Quioto, Aichi, Fukuoka, Hokkaido, Okayama e Hiroshima (prorrogação até 20 de junho)

- A província de Okinawa teve estado de emergência declarado em 23 de maio até 20 de junho

As autoridades locais podem solicitar o fechamento de bares e restaurantes que servem bebidas alcoólicas e de estabelecimentos considerados não essenciais.

Medidas especiais "quase emergência" (man-en boushi-tou juuten sochi / まん延防止等重点措置)
- Kanagawa, Chiba, Saitama, Gifu e Mie (prorrogação até 20 de junho)
- Gunma, Kumamoto e Ishikawa (até 13 de junho)

As autoridades locais podem solicitar a redução do horário de funcionamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Governo considera estender prazo do estado de emergência

Além dessa decisão a ser tomada, o governo considera incluir algumas províncias nas medidas especiais

N.º diário de novos casos
Na noite de quarta-feira (5), Yoshihide Suga, Primeiro-Ministro do Japão, declarou que considera prorrogar o prazo do estado de emergência, o qual findaria em 11 deste mês.

Disse que irá analisar o prazo depois de se reunir com os especialistas e ministros, mas pensa em 2 semanas a um mês mais. Assim, Tóquio e as 3 províncias de Kansai – Osaka, Quioto e Hyogo – deverão continuar sob as ações na tentativa de reduzir a disseminação da infecção.

Disse também que está em análise a aplicação das Medidas Prioritárias para Prevenção da Propagação às províncias de Hokkaido, especialmente na capital, Sapporo; Fukuoka e Tokushima. Deverá decidir durante esta semana.

Embora sob estado de emergência e aplicação dessas medidas prioritárias em algumas províncias, os números diários de pessoas testadas positivo para o novo coronavírus tem ficado na casa de 4 mil, nos últimos 3 dias do feriado de Golden Week.
Fonte: Portal Mie com Sankei e Asahi

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Suga quer iniciar vacinações na próxima semana

Primeiro-ministro Suga comenta sobre iniciar vacinações na próxima semana caso todos os procedimentos acabarem

primeiro-ministro Suga
O Partido Democrático Liberal fez a conferência de comunicação nesta quarta-feira (10). Logo no início, o primeiro-ministro Suga comentou sobre a vacinação. “Quando for comprovada a segurança e eficiência (da vacina), vou começar as vacinações no meio da próxima semana. Peço a colaboração de todas as autoridades locais, médicos e enfermeiros. O governo continuará a reforçar as medidas de prevenção”, disse.

“Peço minhas sinceras desculpas pelo transtorno causado a todos os cidadãos, mas decidimos que é necessário mais tempo para a situação acalmar”, comenta Suga, referindo-se à extensão do estado de emergência em 10 províncias.

“Vou intensificar as medidas de prevenção com foco em restaurantes para reduzir ainda mais o número de novos casos, e de pacientes. Continuarei a analisar a situação cautelosamente, e ouvir as opiniões dos especialistas para tomar as decisões necessárias”, completa.

O Secretário do Gabinete Kato comentou que mudará as diretrizes básicas até o dia 12, um dia antes da promulgação da lei medidas especiais para combate ao coronavírus.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Japão expande estado de emergência; casos de coronavírus passam de 300.000 no país

Restrições agora valem para 11 províncias, incluindo Aichi, Gifu e Osaka

estado de emergência
O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, expandiu o estado de emergência para um total de 11 províncias em anúncio feito nesta quarta-feira (13), no mesmo dia em que os casos de coronavírus no país passaram de 300.000.

O estado de emergência está vigorando desde a semana passada em Tóquio, Kanagawa, Saitama e Chiba, e agora será ampliado a partir de quinta-feira (14) para Aichi, Gifu, Osaka, Hyogo, Quioto, Tochigi e Fukuoka em meio ao aumento de casos de coronavírus e ao risco de colapso no sistema médico nesses locais.

O estado de emergência nas 11 províncias vai vigorar até 7 de fevereiro, focando na redução do horário de funcionamento de bares, restaurantes e estabelecimentos noturnos, com pedido para fechar às 20h e parar de servir bebidas alcoólicas às 19h.

O pedido para fechar às 20h também inclui pachinkos (casas de jogos), cinemas, teatros, casas de shows, karaokes, lojas de departamento e museus.

O estado de emergência limita para 5.000 o público em jogos esportivos e outros grandes eventos e incentiva as empresas a colocar mais funcionários para trabalhar em casa.

Suga tem sido cauteloso em tomar medidas que prejudiquem a atividade econômica, enquanto enfrenta os crescentes desafios de sediar os Jogos Olímpicos de Tóquio neste ano.

Os casos de coronavírus no Japão desde o início da pandemia passaram de 300.000 nesta quarta-feira, com 4.187 mortes, disse a emissora NHK. Somente nas últimas três semanas, foram relatadas 100.000 novas infecções.

Tóquio registrou 1.433 novos casos nesta quarta-feira, depois de um recorde de 2.447 infecções em 7 de janeiro.

Takeshi Niinami, CEO da gigante de bebidas Suntory Holdings e conselheiro econômico de Suga, disse à Reuters que não tinha certeza se as Olimpíadas poderiam ser realizadas conforme planejado e que uma decisão provavelmente será tomada no final de março.

“A menos que controlemos as infecções nas grandes cidades, não podemos impedir a propagação nacional”, disse o ministro da Saúde, Norihisa Tamura, em uma reunião com um painel consultivo, que aprovou o plano nesta quarta-feira.

O atual estado de emergência, cobrindo 55% da população do Japão de 126 milhões de habitantes, é mais limitado do que o primeiro em abril e maio do ano passado. Ele se concentra no combate à transmissão em bares e restaurantes, ao mesmo tempo em que incentiva as pessoas a ficarem em casa o máximo possível.

O governo também vai proibir a partir de quinta-feira a entrada de estrangeiros em viagens de negócios provenientes de 11 países e regiões, incluindo China e Coreia do Sul, durante o período de vigência do estado de emergência.

O analista político Atsuo Ito disse que viu dois problemas principais na resposta de Suga à pandemia: as medidas foram graduais e lentas e o primeiro-ministro é um comunicador fraco.

Em sua função anterior como secretário-chefe de gabinete e principal porta-voz do governo, Suga havia realizado coletivas de imprensa duas vezes ao dia.

“Ele quase não tem habilidade para se expressar. Mesmo em conferências de imprensa, ele olha para baixo e lê notas. Isso não atrai a confiança dos cidadãos... O resultado é que seus índices de aprovação estão caindo”, disse Ito.

O índice de desaprovação ao governo Suga ficou acima da taxa de apoio pela primeira vez em uma pesquisa da NHK desde que ele assumiu o cargo em setembro, com 41% e 40%, respectivamente.

A pesquisa também mostrou que 88% acham que 7 de fevereiro é muito cedo para suspender o estado de emergência - uma visão compartilhada por muitos especialistas.

“É muito improvável que vejamos os casos diminuindo depois de apenas um mês”, disse Yoshihito Niki, especialista em doenças infecciosas e professor do Hospital Universitário Showa.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Suga quer combate ao vírus e economia ativa em vez de novo estado de emergência

 Oposicionistas acusam a promoção do turismo interno como causador do aumento nos casos de Covid-19

primeiro-ministro Yoshihide Suga
O primeiro-ministro Yoshihide Suga informou que manterá a campanha governamental "Go To Travel" para apoiar o turismo doméstico, apesar dos apelos para que seja declarado um novo estado de emergência em meio ao aumento nos casos de Covid-19 no Japão.

A mudança ocorreu quando o número de novos casos totalizou 1.704, superando o recorde anterior de 1.660 marcado um dia antes, de acordo com uma contagem do Kyodo News baseada em dados oficiais, com especialistas em saúde alertando sobre uma possível "terceira onda" de infecções, segundo a Kyodo News. 

Embora reconhecendo os "sinais claros de uma tendência ascendente" nos casos de coronavírus, particularmente nas províncias de Tóquio, Osaka e Aichi, bem como em Hokkaido, Suga pediu ao público que tome "medidas preventivas básicas" para deter a disseminação de infecções.

O governo está trabalhando com os municípios para realizar testes em grande escala e enviar pessoal médico para regiões que estão enfrentando surtos, disse ele.

O primeiro-ministro também instruiu os membros de seu gabinete a lidar com a situação com "a máxima vigilância".

Para lidar com a crescente preocupação com o ressurgimento de infecções, o governo disse que está considerando a criação de um novo cargo no Secretariado do Gabinete com autoridade reforçada para zelar pelas medidas antivírus do país.

Críticas
Os partidos de oposição criticaram a resposta do governo à pandemia, dizendo que o atual aumento nas infecções é resultado das medidas do governo para promover o turismo doméstico, um setor duramente atingido pela propagação do vírus.

Kazuya Shimba, secretário-geral do Partido Democrático para o Povo, instou o governo a rever a iniciativa de promoção de viagens.

Citando o aumento de casos em Hokkaido, um destino turístico popular no norte do Japão, Shimba disse que o desenvolvimento era "claramente atribuível à campanha".

“Existe a possibilidade de que a movimentação (de pessoas) acelere no final do ano e no período do Ano Novo. Devemos buscar orientação de especialistas”, disse.

Tomoko Tamura, chefe de política do Partido Comunista Japonês, disse que o governo deveria encerrar a campanha de promoção em todo o país.

"Se as infecções se expandirem ainda mais, será um golpe severo para a indústria do turismo", disse Tamura.

No domingo (15), o país atingiu 119.420 casos de infecção e um total de 1908 óbitos. 

As províncias que registraram casos acima de 200 foram Tóquio, com 255 novas infecções, totalizando 34.751 casos; seguida por Osaka, com 266 casos, totalizando 15.421 registros; e Hokkaido, com 209 e um total de 5.494 infectados, segundo a NHK. 

O governo declarou estado de emergência em algumas partes do país no início de abril e depois o expandiu para todo o território, conclamando o público a permanecer em casa e pedindo o fechamento temporário de algumas empresas, em um golpe para a economia.

Suga indicou que deseja encontrar um equilíbrio entre conter a disseminação do COVID-19 e manter as atividades sociais e empresariais.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Japão registra mais de 1.000 casos de coronavírus pela 1ª vez em um dia

O país está em uma situação pior que o período de estado de emergência
casos de coronavírus

Pela primeira vez, o Japão registrou mais de 1.000 casos de coronavírus em um dia, nesta quarta-feira (28), deixando o país em uma situação pior que o período de estado de emergência, suspenso pelo governo há cerca de dois meses.

Segundo a emissora NHK, 1.130 novos casos tinham sido registrados até as 18h30, mas esse número pode aumentar ainda mais até a meia-noite porque algumas províncias ainda não divulgaram números completos.

A surpresa desta quarta-feira foi Osaka, que registrou um recorde de 221 casos na província, pouco menos que as 250 novas infecções notificadas em Tóquio.

Aichi também teve um segundo recorde seguido com 167 casos, depois de ter registrado 110 na terça-feira.

Apesar dos números elevados, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse recentemente que ainda não havia motivo para declarar um novo estado de emergência no país.

Ao contrário disso, o governo lançou na semana passada uma campanha de incentivo ao turismo dentro do país, com exceção de Tóquio, oferecendo subsídios para viagens entre uma província e outra.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Japão planeja reabrir viagens de negócios com mais 10 nações

China, Coreia do Sul e Singapura dentre os candidatos para novas pontes aéreas
Aeroporto Internacional de Kansai

O Japão tem a intenção de iniciar negociações em meados de julho sobre a retomada de voos de negócios com mais 10 economias asiáticas incluindo a China continental, Coreia do Sul e Taiwan, uma ação que seria apoiada por um aumento acentuado da capacidade de testes de coronavírus.

Tóquio também busca negociações com Singapura, Malásia, Brunei, Myanmar, Camboja, Laos e Mongólia.

O primeiro-ministro Shinzo Abe deve revelar planos para as negociações em breve. A medida ocorre porque acordos entre destinos onde a pandemia está sob controle – conhecida como bolha de viagem ou pontes aéreas – se proliferam na Ásia.

O Japão já iniciou negociações similares com Vietnã, Tailândia, Austrália e Nova Zelândia. O Vietnã recebeu cerca de 400 de empresários japoneses que voaram para o país no fim de junho.

Os planos de Tóquio para reabrir viagens visam economias que mantêm fortes relações com o Japão e têm a propagação do novo coronavírus controlada. Taiwan deve estar entre os primeiros a concordar com o esquema.

Embora Tóquio entre em negociações com Pequim e Seul ao mesmo tempo que Taiwan, preocupação existe de que o número de viajantes chineses e sul-coreanos sobrecarregariam a capacidade de testes do Japão.

Atualmente, aeroportos japoneses são capazes de testar até 2,3 mil pessoas por dia. A expansão de centros de teste de diagnóstico e a introdução de testes de anticorpos aumentarão a capacidade diária para 4 mil até agosto.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Índice de confiança do consumidor no Japão melhora em junho, apesar de perspectivas incertas

Governo diz que há sinais de recuperação, embora a gravidade ainda permaneça
confiança do consumidor no Japão

O índice de confiança do consumidor no Japão subiu em junho, mas as perspectivas continuaram incertas, já que a crise provocada coronavírus atingiu em cheio a terceira maior economia do mundo, mostrou uma pesquisa do gabinete do primeiro-ministro nessa quarta-feira (1º).

A pesquisa sobre o índice de confiança para famílias em geral, que inclui visualizações de renda e emprego, aumentou para 28,4 pontos em junho. Em maio, o índice ficou em 24 pontos e em abril, 21,6 pontos, que foi um recorde.

O governo atualizou a visão sobre o índice, dizendo que há sinais de recuperação, embora a gravidade ainda permaneça.

Queda na venda de carros
O surto de coronavírus freou as vendas de carros em junho, mostraram dados de associações do setor divulgadas hoje.

As vendas de automóveis novos no Japão em junho caíram 23% em comparação ao ano anterior. Ao todo, durante o mês, foram vendidas 347.371 unidades, de acordo com dados de duas associações de negociantes de automóveis do Japão.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Japão considera reabertura de aeroportos para passageiros de 4 países

O governo está em negociação com estas nações quanto aos procedimentos a serem feitos
entrada de visitantes

O governo japonês está considerando facilitar a entrada de visitantes da Tailândia, Vietnã, Austrália e Nova Zelândia, disse uma fonte do governo.

As infecções diminuíram nesses países, que têm fortes laços comerciais com o Japão, publicou a Kyodo News. 

A suspensão da proibição para visitantes de negócios está sendo vista como um primeiro passo e Tóquio negociará condições com as quatro nações, segundo a fonte.

O Japão impôs a proibição de entrada no país de 111 nações e regiões, incluindo os Estados Unidos, a maior parte da Ásia e toda a Europa. As proibições estão em vigor até o final de junho.

A primeira flexibilização pode ocorrer ainda neste verão, após o governo elaborar detalhes e fazer acordos com os quatro países.

O Japão está considerando permitir a entrada de estrangeiros de países que apresentem atestado indicando que o teste para Covid-19 deu negativo, segundo a fonte.

Vietnã, Austrália e Nova Zelândia estão entre os 11 membros de um pacto de livre comércio revisado da Parceria Transpacífica do qual o Japão também faz parte.

A Tailândia, que deseja aderir à estrutura multilateral, abriga muitas empresas japonesas, incluindo montadoras.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse que, embora o Japão permaneça vigilante contra a disseminação global do coronavírus, também é importante começar a pensar em como retomar as viagens internacionais.

"Em termos de como podemos retomar as viagens internacionais parcialmente ou em etapas, precisamos considerar cuidadosamente quais países e quem poderá entrar e os procedimentos necessários", disse Suga.

"O governo fará um julgamento abrangente no momento apropriado", disse o principal porta-voz do governo.

O Japão e o Vietnã concordaram em realizar consultas sobre a possível retomada das viagens entre os dois países, mantendo as medidas necessárias contra o novo coronavírus, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão.

O acordo foi firmado durante uma conversa telefônica entre o ministro das Relações Exteriores do Japão, Toshimitsu Motegi, e o vice-primeiro ministro do Vietnã e o ministro das Relações Exteriores Pham Binh Minh.

O número de viajantes ao Japão caiu nos últimos meses em meio à pandemia global de coronavírus.

O fim do estado de emergência abriu caminho para uma reabertura gradual da economia, mas o primeiro-ministro Shinzo Abe disse que revisará cuidadosamente as proibições de viagens.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 18 de maio de 2020

China e Coreia do Sul consultam o Japão sobre retomar viagens de negócios

O governo japonês está cauteloso com a proposta e teme um segundo pico de infecções
viagens de negócios

China e Coreia do Sul consultaram o Japão sobre o relaxamento do controle nas fronteiras de viajantes a negócios para ajudar a reviver as atividades comerciais, informou o jornal Yomiuri no domingo, sem citar fontes.

A ideia, já implementada entre a Coreia do Sul e a China, permitiria uma entrada acelerada de empresários, se eles testarem negativo para o novo coronavírus antes da partida e após a chegada, disse o jornal, segundo relatou a Reuters.

Mas o Japão está cauteloso quanto a relaxar o controle de entrada e saída em seus aeroportos devido ao medo de outro pico de infecções, bem como à falta de kits de teste para os viajantes, segundo o relatório.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão não respondeu imediatamente a um pedido por e-mail para comentar.

O primeiro-ministro Shinzo Abe suspendeu na quinta-feira passada o estado de emergência para 39 das 47 províncias japonesas, reduzindo a contenção de 54% da população.

A maior área de Tóquio, responsável por um terço da economia do país, e outras grandes cidades permanecem sob restrições.

O Japão registrou cerca de 16.300 casos do coronavírus, sem contar infecções em um navio de cruzeiro que foi colocado em quarentena no porto de Yokohama no início deste ano, e 748 mortes por Covid-19, a doença causada pelo vírus, segundo a emissora pública NHK.

Embora o Japão tenha evitado os tipos de surtos explosivos observados nos Estados Unidos e em outros lugares, seus testes também estão entre os mais baixos.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 21 de abril de 2020

Abe quer reduzir contato social em 80% e faz apelo para população ficar em casa no feriado

Golden Week começa no fim do mês e costuma ser oportunidade para viajar
primeiro-ministro Shinzo Abe

Diante dos casos crescentes do novo coronavírus no Japão e a dificuldade em conter as transmissões, o primeiro-ministro Shinzo Abe fez um apelo, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (21), para que a população fique em casa no feriado que se aproxima.

A Golden Week, que é a junção de várias datas comemorativas entre o fim de abril e o início de maio, será dia 29 de abril e entre 3 e 6 de maio. O governo tem por meta reduzir o contato social em 80% e precisa que a população colabore.

Segundo a emissora NHK, Abe pediu para que as pessoas evitem viagens, passeios ou retorno para a terra natal, que costuma acontecer religiosamente neste feriado.

“Já passamos de 10 mil casos no país e os sistemas de saúde dos locais mais afetados estão pressionados. Precisamos que a população evite sair de casa para aliviar a carga sobre o sistema de saúde e para proteger a vida de todos”, disse.

Abe também agradeceu àqueles que estão cumprindo com rigorosidade as orientações do governo. “Muitas pessoas estão aguentando ficar em casa, mesmo nos fins de semana e sabemos que não está sendo fácil. Queria agradecer a colaboração de todos que estão se esforçando”, frisou.

Nesta terça-feira, completou duas semanas desde que Abe declarou emergência para sete províncias, incluindo Tóquio. Na última semana, o estado de emergência foi ampliado para todo o país e provocou medidas como suspensão de escolas e fechamento temporário de locais de lazer.

Na segunda-feira (20), Tóquio registrou mais 102 casos de coronavírus, elevando o total na província para 3.184. Em todo o Japão, já são 11.155 casos confirmados e 276 óbitos.
Fonte: Alternativa

domingo, 22 de março de 2020

Japão diz que não vai estender período de suspensão de aulas

As escolas foram fechadas em 2 de março para conter o coronavírus
shougakkou, chuugakkou e koukou

O ministro da Educação do Japão, Koichi Hagiuda, disse que o governo não estenderá o período de fechamento das escolas para depois das férias de primavera e que as aulas devem ser retomadas no início do ano letivo em abril.

No final do mês passado, o primeiro-ministro Shinzo Abe pediu a suspensão das aulas em todas as escolas do país (shougakkou, chuugakkou e koukou) a partir de 2 de março para tentar conter a proliferação do novo coronavírus.

"Quanto ao fechamento geral das escolas até as férias de primavera que o governo solicitou, concordamos em não prorrogá-lo", disse Hagiuda a repórteres na última sexta-feira (20), depois que uma força-tarefa ministerial se reuniu para discutir medidas para combater a propagação do vírus.

Em partes, a suspensão das aulas foi criticada porque essa medida fez com que muitas crianças cujos pais trabalham fora ficassem em clubes infantis, aumentando o risco de contágio.

Na reunião da força-tarefa, Abe disse que os organizadores de grandes eventos precisam permanecer cautelosos ao promover aglomerações, citando a opinião de especialistas.

Na quinta-feira, um painel de especialistas que orienta a resposta do governo ao coronavírus disse que a aglomeração de pessoas, principalmente em ambientes fechados, deve ser evitada.

Os casos de infecção por coronavírus no Japão chegaram a 1.060, sem contar os 721 passageiros e tripulantes do navio de cruzeiro Diamond Princess que testaram positivo. O número de mortes é de 38 até agora, além de oito do navio.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 5 de março de 2020

Japão vai impor quarentena a visitantes da China e da Coreia do Sul

O governo cancelou os vistos já emitidos para esses dois países
quarentena a visitantes da China e da Coreia do Sul

 O primeiro-ministro Shinzo Abe anunciou nesta quinta-feira (5) que o Japão vai impor quarentena de duas semanas a todos os visitantes da China e da Coreia do Sul, os dois países com mais casos de coronavírus, a partir da próxima segunda-feira (9), informou a emissora NHK.

Abe, que fez o anúncio após se reunir com membros de uma força-tarefa para combater a propagação no novo vírus no país, disse que os visitantes ficarão em um local apropriado nas duas semanas e depois serão orientados a não usar transportes públicos.

A medida vai vigorar até 31 de março, por enquanto.

O governo cancelou os vistos já emitidos e vai pedir às companhias aéreas que direcionem todos os voos com visitantes dos dois países para os aeroportos de Haneda, em Chiba, e de Kansai, em Osaka, com o objetivo de concentrar os procedimentos de quarentena nesses pontos de entrada no país.

Abe também determinou a proibição da entrada de pessoas vindas de algumas regiões da Coreia do Sul e do Irã a partir de sábado (7).

Até agora, o Japão só estava proibindo a entrada de pessoas vindas de duas províncias chinesas, incluindo Hubei, o epicentro do surto de coronavírus.

Em contrapartida, as principais cidades da China começaram a impor quarentena de duas semanas a todas as pessoas vindas do Japão, segundo a NHK.
Fonte: Alternativa